Feliz da Vida - Lutando contra a Compulsão Alimentar


07/01/2005


Olá pessoal !

Decidi escrever esse blog para me ajudar, e quem sabe, ajudar alguém que sofra ou se interesse por Compulsão Alimentar, ou Comer Compulsivo. Esse é o meu probelma. Sofro de Compulsão Alimentar e estou em tratamento para conseguir me livrar desse mal. Vou explicar o meu tratamento aqui futuramente. Por hora vou colocar uns textos que achei na Internet sobre Transtornos Alimentares e Comer Compulsivo. Vamos lá...

 

Transtornos alimentares

TCAP: Transtorno da compulsão alimentar periódica

Esse amplo subgrupo classificado na categoria de “Transtorno alimentar sem outra especificação”, passou a despertar o interesse de diversos pesquisadores a partir da década de 80.

Em 1991, Spitzer21 publica um artigo no International Journal of Eating Disorders defendendo a validade deste diagnóstico e solicitando que se realizassem mais pesquisas sobre o TCAP, para que o grupo encarregado da elaboração do DSM-IV pudesse julgar pela inclusão ou não desta nova categoria diagnóstica.

O TCAP foi então incluído no Apêndice B do DSM-IV,1 designado para categorias diagnósticas que ainda requerem ser melhor estudadas. Os critérios ali propostos para o diagnóstico do “Transtorno da compulsão alimentar periódica” requerem a presença de:

  1. Episódios recorrentes de compulsão periódica. Um episódio de compulsão periódica (“binge eating”) é caracterizado por ambos os seguintes critérios: 1 – ingestão, em um período limitado de tempo (por exemplo, dentro de um período de duas horas), de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob circunstâncias similares; 2 – um sentimento de falta de controle sobre o episódio (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar o quê ou quanto se está comendo).
  2. Os episódios de compulsão periódica (“binge eating”), estão associados a três (ou mais) dos seguintes critérios: 1 – comer muito mais rapidamente do que o normal; 2 – comer até sentir-se incomodamente repleto; 3 – comer grandes quantidades de alimentos, quando não fisicamente faminto; 4 – comer sozinho, por embaraço pela quantidade de alimentos que consome; 5 – sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.
  3. Acentuada angústia relativa à compulsão periódica.
  4. A compulsão periódica ocorre, pelo menos dois dias por semana, durante seis meses. O método de determinação da freqüência difere daquele usado para a bulimia nervosa; futuras pesquisas devem dirigir-se à decisão quanto ao método preferencial para o estabelecimento de um limiar de freqüência, isto é, contar o número de dias nos quais ocorre a compulsão ou contar o número de episódios de compulsão periódica.
  5. A compulsão periódica não está associada com o uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo, purgação, jejuns, exercícios excessivos), nem ocorre durante o curso de anorexia nervosa ou bulimia nervosa.27
    Transformações do conceito de compulsão alimentar

Como foi visto, compulsão alimentar é definida por duas características: consumo de grandes quantidades de alimento mais o sentimento de perda de controle sobre o episódio. Sua definição é utilizada de forma idêntica para o “Transtorno da compulsão alimentar periódica” e para a “Bulimia nervosa”.

 


 

Escrito por Michelinha às 10h21
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Eeeeeeeepaaaa aqui vai o restante do artigo que não deu para postar tudo de uma vez. Vai lá :

 

Assim, pode-se notar que de 1980 até hoje foram ocorrendo transformações na definição de compulsão alimentar.

No DSM-III,17 compulsão alimentar se referia ao consumo rápido de grandes quantidades de alimentos, em um período de tempo limitado, o que foi praticamente mantido no DSM-III-R.19

Já no DSM-IV,1 houve algumas modificações: a expressão “consumo rápido” foi excluída por não ser uma característica presente em todos os indivíduos com compulsão alimentar. Manteve-se a questão do tempo da compulsão em um período delimitado, ou seja, é necessário que esta se dê em um único momento; indivíduos que “lambiscam” o dia todo não preenchem os requisitos de compulsão alimentar.22 Explicitou-se o que é uma grande quantidade de alimentos (“maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob circunstâncias similares”) e acrescentou-se o sentimento de perda de controle. Até então “perda de controle” fazia parte dos critérios diagnósticos de bulimia nervosa, mas não da definição da compulsão alimentar.23

A “perda de controle sobre o episódio de consumo alimentar” é uma característica extremamente importante para a compulsão alimentar, enquanto “grandes quantidades de alimento” é tema de divergências entre especialistas. Apesar destas divergências, os responsáveis pelo DSM-IV optaram por continuar incluindo “grandes quantidades de comida” como parte da definição de compulsão alimentar.

Como vimos, a caracterização do comportamento de compulsão alimentar mudou desde a primeira vez em que aparece na literatura. Porém, uma característica sempre presente e hoje a mais importante, é a qualidade deste comer: como um “ataque”, fazendo o indivíduo sentir-se sem liberdade para optar entre comer ou não, como se fosse refém de um impulso que lhe é incontrolável. Em um primeiro momento este impulso lhe dá prazer e, em um segundo momento, traz muita culpa e sofrimento.

Além das transformações acima citadas, nas quais o significado de compulsão alimentar mudou, na língua portuguesa temos uma dificuldade adicional que é a tradução do termo binge eating. Este termo, binge, que em inglês leigo traz a noção genérica de “entregar-se a algo”, “tolerância excessiva”, é de difícil tradução e até o momento não encontramos nome adequado para o que representa a compulsão alimentar.

Quando falamos em compulsão, a maioria dos obesos acredita apresentar este comportamento, o que na prática não se evidencia; esta palavra parece não ser precisa quanto ao seu significado.

Outra questão é o uso da palavra compulsão indicando ser este um comportamento  compulsivo. Falar na compulsão alimentar como algo compulsivo não se mostra totalmente adequado pois este comportamento mais se assemelha a um problema de impulso, no sentido de ser mais egosintônico do que seria um comportamento compulsivo.

Um terceiro problema é a ocorrência de duas denominações: compulsão alimentar e o “Transtorno da compulsão alimentar periódica”. Para o leigo, fazer a diferenciação entre compulsão alimentar e o “Transtorno da compulsão alimentar periódica” é bastante difícil e gera confusão. Dizemos que um indivíduo apresenta compulsão alimentar quando ele tem pelo menos o excesso alimentar com perda de controle, mas não preenche todos os critérios diagnósticos para o transtorno. A compulsão alimentar pode ser um comportamento eventual, que não apresenta incômodo ao indivíduo; pode também ser ela um quadro parcial (não preenche todos os critérios para o transtorno), que traz desconforto e geralmente leva o indivíduo a procurar tratamento. Por fim temos o transtorno, que é assim denominado quando o paciente, além de preencher todos os critérios diagnósticos, apresenta sofrimento e impedimentos na vida decorrentes desta patologia.

Sugerimos então uma proposta de nova terminologia para compulsão alimentar, que nos parece mais adequada na expressão deste comportamento: “Transtorno do comer impulsivo”.

 

Escrito por Michelinha às 09h38
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